terça-feira, 8 de outubro de 2013

 
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Museu Chico Xavier

 Casa de Memórias e Lembranças

A residência de Chico Xavier foi transformada em Museu, com todos os seus pertences pessoais. Rua Dom Pedro I nº 165 – Parque das Américas - Horário de visitação: Segunda a Sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17:30 e aos Sábados das 8h às 12h
 
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PARABÉNS ALLAN KARDEC


HOMENAGEM A KARDEC



"Trouxeste, Allan Kardec, à longa noite humana,

O Cristo em nova luz - revivescida aurora! -

E onde estejas serás, eternidade afora,

A verdade sublime, em que o mundo se irmana.

Em teu verbo solar, a justiça se ufana

De aclarar, consolando, o coração que chora,

A fé brilha, o bem salva, a estrada se aprimora

E a vida, além da morte, esplende soberana!...

Escuta a gratidão da Terra... Em toda parte,

A alma do povo freme e canta ao relembrar-te

A presença estelar e a serena vitória.

Gênio, serviste! Herói, exterminaste as trevas!...

Recebe com Jesus, na glória a que te elevas,

Nosso preito de amor nos tributos da História.



Soneto recebido pelo médium Francisco C. Xavier

"O Franco Atirador" - Outubro de 2000
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Mensagem do Dia!

 
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

SEXUALIDADE

1 – LIVRO “SEXO E DESTINO” (ANDRÉ LUIZ / CHICO XAVIER

1.1 - CAP IX –Pag 265)

-Rumei para o Instituto de Renovação, na esfera espiritual, denominado “Almas Irmãs”, no qual socorriam os irmãos necessitados de reeducação sexual, após a desencarnação - Era um hospital – escola, no qual os internados ou estudantes vinham, em maioria, de estâncias purgatoriais e que depois de suficientemente instruídos, são recambiados ao domicílio doméstico, onde reencarnam nos ambientes em que faliram e, tanto quanto possível, nas equipes consanguíneas que lhes impuseram prejuízos ou que lhes sofreram os danos  Quanto mais se eleva a criatura, mais se capacita de que o uso do sexo demanda discernimento pelas responsabilidades que acarreta

 1.2- CAP IX – Pag 272
- Qualquer ligação sexual, instalada no campo emotivo, engedra sistemas de compensação vibratória, e o parceiro que lesa o outro, até o ponto em que suscitou os desastres morais conseqüentes, passa a responder por dívida justa.
- Todo o desmando sexual danificando consciências reclama corrigenda, tanto quanto qualquer abuso do raciocínio.
- Homem que abandone a companheira sem razão ou mulher que assim procede, gerando desregramentos passionais na vítima, cria certo ônus cármico no próprio caminho.

1.3 – HOMOSSEXUALIDADE ( CAP IX – Pag 273 e 274 )
- Homens e mulheres, em Espírito, apresentam certa percentagem mais ou menos elevada de características viris e feminis em cada indivíduo, o que não assegura possibilidades de comportamento íntimo normal para todos, segundo a conceituação de normalidade que a maioria dos homens estabeleceu para o meio social.
- Inúmeros Espíritos reencarnam em condições inversivas, seja no domínio de lides expiatórias ou em obediência a tarefas específicas, que exigem duras disciplinas por parte daqueles que as solicitam ou que as aceitam.

- Homens e mulheres podem nascer homossexuais para melhorar e aperfeiçoar-se e nunca sob a destinação do mal.
 - Nos foros da Justiça Divina, as faltas cometidas pelas pessoas de psiquismo julgado anormal são examinados no mesmo critério aplicado às culpas de pessoas tidas por normais.

- No Mundo por vindouro, os reencarnados, tanto em condições normais quanto em condições anormais, serão tratados em pé de igualdade, reparando-se as injustiças assacadas, há séculos, contra aqueles que são impedidos ou dificultados de executarem os encargos que trazem à existência física, quando fazem deles criaturas hipócritas, com necessidade de mentir incessantemente para viver

1.4 – DIVÓRCIO ( CAP X – Pag 281 e 282 )
- Os matrimônios terrestres, entre as pessoas de evolução respeitável, se efetuam na base dos programas de trabalho previamente estabelecidos.
- O divórcio é dificultado, nas Esferas Superiores, por todos os meios lícitos, contudo, em muitos casos, é permitido ou prestigiado, sob pena de transformar-se a justiça em prepotência contra vítimas de crueldade sociais.
 - Surgido o problema, o companheiro ou companheira, responsável pela ruptura da confiança e da estabili
dade da união conjugal, passa à condição de julgado
-A vítima é induzida à generosidade e à benevolência, através dos recursos que a Espiritualidade Superior consiga veicular, a fim de que não se frustem planos do serviço, sempre importantes para a comunidade, compreendendo-se dentro dela os Espíritos Encarnados e desencarnados, cujas vantagens são recíprocas como a humildade e a benemerência de qualquer os seus membros.
Em razão disso, alcançam a Pátria Espiritual, na condição de enobrecidos filhos de Deus, as grandes mulheres e os grandes homens, justificadamente considerados grandes, diante da Providência, quando suportam, sem queixa, as infidelidades e as violências do parceiro ou da parceira de reduto doméstico, esquecendo incompreensões e ultrajes recebidos, por amor às tarefas que os desígnos do Senhor lhe colocaram nos corações e nas mãos, seja amparo moral à família consangüínea ou na sustentação das boas obras.

- Os que possuem semelhante comportamento dignificam todos os grupos espirituais a que se entrosam venham dessa ou daquela religião, desse ou daquele clima do mundo, são acolhidos sob galardões de heróis verdadeiros, por haverem abraçado sem revolta os que lhes espancavam a alma, sem repalir-lhe a afeição e a presença.

- No entanto, os que patenteiam incapacidade de perdoar as afrontas, conquanto se lhes lastime a ausência de grandeza íntima, são igualmente amparados, no desejo de separação conjugal que revelem, adiando-se lhes os débitos para resgates futuros e concedendo-lhes as modificações que requeira. 


2 – LIVRO “VIDA E SEXO” ( ANDRÉ LUIZ / CHICO XAVIER)

- Em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes:
(1) Não proibição, mas educação
(2) Não abstinência imposta, mas emprego dígno
(3) Não indisciplina, mas controle
(4) Não impulso livre, mas responsabilidade

2.1 – EM TORNO DO SEXO

- O sexo exige educação e controle, pois através dele dimanam forças criativas
- Ele é Espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do universo, reclamando,conseguintemente, responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse
 - devemos saber o que fazer com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se
utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igual
mente subordinados à Lei de Causa e Efeito


2.2 – FAMÍLIA

- Através do casal, funciona o princípio da reencarnação e por intermédio da paternidade e da maternida-
de, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da vida superior, pois os filhos são liames de
amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior

- a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente,
afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino

- Temos, desta forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontra-
mos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do mundo melhor

2.3 - AMBIENTE DOMÉSTICO

- Na comunhão de dois seres para a organização da família, prevalece o compromisso de assistência, não
só de um para com outro, mas também para com os filhos que procedem do laço afetivo

- O Espírito quando retorna ao Plano Físico, vê nos pais as primeiras imagens de Deus e da vida, entretan-
to, não lhe será tão fácil seguir adiante com os ideais da meninice, de vez que habitualmente, a equipe
familiar se aglutina segundo os desastres sentimentais das existências passadas, habitando-se- lhe aos
componentes os distúrbios da afeição possessiva, a se traduzirem por ternura descontrolada e ódio mani-
festo ou simpatia e aversão simultâneas

- Pais imaturos, do ponto de vista espiritual, comumente se infantilizam, no tempo exato do trabalho mais
grave que lhe compete, no setor educativo, e, ao invés de guiarem os pequeninos com segurança para o
êxito em seu novo desenvolvimento no estágio da reencarnação, embaraçam-lhes os problemas, ora
tratando as crianças como se fossem adultos, ou tratando os filhos adultos como se fossem crianças


2.4 – ENERGIA SEXUAL

- A energia sexual é inerente a própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à face das
potencialidades criativas de que se reveste

- Através da poligamia, o espírito assinala a si próprio longa marcha em existências e mais existências
sucessivas de reparação e aprendizagem, em cujo transcurso adquire a necessária disciplina do seu
mundo emotivo

- Fatigado de experimento dolorosos, nos quais recolhe o fruto amargo da delinqüência ou do desespero
que haja estabelecido nos outros, reconhece na monogamia o caminho certo de suas manifestações afeti-
vas. Atento a isso, identifica na criatura que se lhe afina com os propósitos e aspirações o parceiro ou a
parceira ideais para a comunhão sexual


2.5 – COMPROMISSO AFETIVO

- Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste
sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambos um circuito de forças, pelo qual
a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade e, quando um
dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio
emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado

- Criada a rutura no sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o
parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefensiva, entra em pânico, sem
que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia na deliquência. Tais resultados da imprudên-
cia e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele pró-
prio, debilitando-se- lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o
futuro


2.6 – CASAMENTO

- Quando as obrigações mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou pèrfidamen
te interrompida costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas cármicos
de solução, por vezes, muito difícil, porquanto ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo

- Nos Planos Superiores, o liame entre dois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelu-
tável e, na terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio, sem necessidade da
permuta sexual, a fim de se apoiarem mùtuamente na formação de obras preciosas na esfera do Espírito

- Os débitos contraídos por legiões de companheiros da humanidade, determinam a existência de milhões
de uniões supostamente infelizes, nas quais a reparação das faltas passadas confere a numerosos ajustes
sexuais o aspecto de ligações francamente expiatórias, com base no sofrimento purificador

- É forçoso reconhecer que não existem no mundo conjugações afetivas, sejam elas quais forem, sem
raízes nos princípios cármicos, nos quais as nossas responsabilidades são esposadas em comum

2.7 – DIVÓRCIO

- Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser
facilitado entre as criaturas, pois é aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se
operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma

- É a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casa-
mento difícil, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe
pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas

- Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja atra-
vés de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, sendo, assim, natural que o esposo ou esposa
relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida extrema contra o suicidio, o homicídio
ou calamidades outras que lhes complicariam ainda mais o destino

- Óbvio que não nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindo-nos tão somente reconfor
tar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponham às próprias
suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do
renascimento no Plano físico, em auxílio a si mesmo, entretanto, é justo reconhecer que a escravidão não
vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das Leis eternas



2.8 – UNIÃO INFELIZ

- O matrimônio pode ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subseqüentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás

- A jovem suave que hoje nos fascina, para a ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã a
mulher transformada, capaz de impor-nos dificuldades enormes para a consecução da felicidade.
-Entretanto, essa mesma jovem suave foi, no passado, em existências já transcorridas, a vítima de nós
mesmos, quando lhe infligimos os golpes de nossa própria deslealdade ou inconseqüência, convertendo-a
na mulher temperamental ou infiel que nos cabe agora revelar e retificar

- Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste sexual, ansiando por não nos
desligarmos desse alguém, para depois- somente depois- surpreender nesse alguém defeitos e nódoas
que antes não víamos, estamos à frente de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferir-nos justamen
te nos pontos em que a prejudicamos, no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas
sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as
Leis do destino

2.9 – FILHOS

- O companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico detém a faculdade de refazer as
condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na consciência tranqüila

- Um ser não dispõe de regalias para abusar impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontânea-
mente liberta de qualquer compromisso para com o agressor. Entretanto, em matéria afetiva, se a união
sexual trouxe filhos, é razoável que as leis da vida reconheçam na criatura lesada a permissão de restabe-
lecer a harmonia vibratória em seu mundo emotivas

- Essas mesmas Leis da vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade ou da prepotência que não
renuciem ao dever de amparar os filhos

- Aprenda o parceiro moralmente danificado que só pelo esquecimento das faltas uns dos outros é que nos
endereçaremos à definitiva sublimação e que nenhum de nós, está em condições de acusar nos domínios
do sentimento, porquanto os virtuosos de hoje podem ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje
serão, possivelmente, os virtuosos de amanhã


2.10- ALTERAÇÕES AFETIVAS

- Muito comum se alterarem as condições afetivas, depois que o navio do casamento se afasta do cais do
sonho para o mar largo da experiência, convertendo-se, então, a esperança em trabalho e desnudam-se
problemas que a ilusão envolvia

- Extinta a fogueira da paixão na retorta da organização doméstica, remanesce da combustão o ouro vivo
do amor puro, que se valoriza, cada vez mais, de alma para alma, habilitando o casal para mais altos dês-
tinos na Vida Superior. Isso acontece, porque os filhos que surgem são igualmente peças do matrimônio,
compelindo o lar a recriar-se, de maneira incessante, em matéria de instituto endereçado ao trabalho de
assistência recíproca

- Em toda comunhão mais profunda do homem e da mulher na formação do grupo doméstico, seguida de
filhos a lhes compartilhar a existência, há que contar com sublimação espontânea do impulso sexual


2.11 – DESAJUSTES

- Habitualmente, o homem recebe a mulher, como a deixou e no ponto em que a deixou no passado
próximo, isto é, nas estâncias do tempo que se foi para o continuísmo da obra de resgate ou de elevação no tempo de agora, sucedendo o mesmo referentemente à mulher

- O parceiro desorientado, enfermo ou infiel, é aquele homem que a parceira, em existências anteriores,
conduziu à perturbação, à doença ou à deslealdade, através de atitudes que o segregaram em deploráveis

estados compulsivos

2.12 – TÉDIO NO LAR

- Compreensível que se um dos companheiros ou mesmo ambos esmorecem na indiferença, sem cogitar
da responsabilidade que abraçaram um perante o outro, é a morte da união que sobrevém, inevitável

- A sexualidade no casal existe, sobretudo, em função de alimento magnético entre os dois corações que
integram um no outro e daí procede a necessidade de vigilância para que a harmonia não se perca, nesse
circuito de forças

- Noutros lances da experiência, observarão parceiro ou parceira, conforme o caso, que a influência de
alguém lhes atinge o âmago do ser, incitando-os a ligações sexuais diferentes. É o pretérito que volta,
apresentando, de novo, aquelas mesmas criaturas com quem talvez tenhamos enveredado no labirinto de
experiências francamente infelizes, carreando consigo os mesmos ingredientes de sedução, com que nos
arredaram de obrigações assumidas, sugerindo-nos o retorno a processos de vida incompatíveis com o
nosso dever

2.13 – VINCULAÇÕES

- Com frequência, mas não sempre, as filhas propendem mais acentuadamente para a ligação com os pais,
enquanto que os filhos se pronunciam por mais entranhado afeto para com as mães

- Assim sucede, porque herdamos espiritualmente de nós mesmos pelas raízes do renascimento físico,
reencontrando, matematicamente, na posição de filhos e filhas, aqueles mesmos companheiros de expe-
riência sentimental, com os quais tenhamos contas por acertar

2.14 – DESVINCULAÇÕES

- Na terra, as relações entre pais e filhos e, consequentemente, as relações de ordem familiar constituem
clima ideal para a libertação de quantos se jungiram entre si, de modo inconveniente, nos desregramen-
tos emotivos em nome do amor.

- É assim que a sabedoria da natureza faculta o reencontro, sob as teias da parentela, de quantos se des-
vaiaram, em outro tempo, nos desmandos de ordem sexual, reencontro esse que persiste em condições
mais íntimas e mais profundas, até que os companheiros do pretérito, reencarnados na posição de filhos,
atinjam a juventude, na existência nova, elegendo novos parceiros para a sua vida afetiva, ante a presen-
ça ou a supervisão dos pais ou de familiares outros, nem sempre satisfeitos ou tranqüilos com as
escolhas que são obrigados a assistir ou a aprovar pela força das circunstâncias

- Pais que sofrem na entrega das jovens que o lar lhe confiou, aos companheiros que as requisitam para os
misteres do casamento, quase sempre estão renunciando à companhia de antigas afeições

- E, através das lutas e adeuses em família, com a criação de núcleos diferentes na parentela, pela transfe-
rência habitual dos filhos, seja a noras e genros, os pais alcançam a vitória sobre si mesmo


2.15 – AVERSÕES

- Os que reencarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos
simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena
Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses espíritos, afastados
entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí
lhes serve de provação


- Pais e filhos, irmãos e parentes outros, não raro, se repelem, desde os primeiros contatos

- Na maioria das circunstâncias, persistem no caminho daqueles que lhes dilapidaram a vida profunda,
transformando-se em perseguidores magoados ou vingativos, jungidos mentalmente aos antigos ofenso-
res, e finalmente reconduzidos, pelos princípios cármicos, ao renascimento junto deles, a fim de sanarem
no clima da convivência, os complexos de crueldade que ainda se lhes destilem do ser


2.16 – ABORTO

- Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu
nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo
que se estava formando

- Objetivamos destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso praticado exclusivamente pela fuga
do dever

- Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em
nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de eleva-
cão e resgate, burilamento e melhoria

- Se, porém, quando instalados na terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a
pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos
dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos , no Plano Espiritual, em amigos pó-
tenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e auxílio, fazem-se hoje inimigos recalcados, nos
infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição
de filhos - problemas, impondo-nos trabalho e inquietação


2.17 – PAIS E FILHOS

- Os filhos não pertencem aos pais, entretanto, de igual modo, os pais não pertencem aos filhos

- Os genitores devem especial consideração aos próprios rebentos, mas o dever funciona bilateralmente,
de vez que os rebentos do grupo familiar devem aos genitores particular atenção

- Justo que os pais não interfiram no futuro dos filhos, tanto quanto justo que os filho não interfiram no
passado dos pais

- Pais e filhos são,originàriamente, consciência slivres, livres filhos de deus empenhados no mundo à obra de autoburilamento, resgate de débitos, reajuste, evolução. As leis da vida englobam-lhes a individualidade no mesmo alto gabarito de consideração

- Os pais lembram alunos, em condições mais avançadas de tempo, no currículo de lições, ao passo que os filhos recordam aprendizes iniciantes, quando surgem na arena de serviço terrestre, com acesso na escola, sob o patrocínio dos companheiros que os antecederam, por ordem de matrícula e aceitação

- E que os filhos jamais acusem ao pais pelo curso complexo ou difícil em que se vejam no col~egio da existência humana, porquanto, na maioria das ocasiões, foram eles mesmos, os filhos, que, na condição de Espíritos desencarnados, insistiram com os pais, através de afetuosos constrangimentos ou suave processo obsessivo, para que o trouxessem, de novo, à oficina de valores físicos, de cujos instrumentos se mostravam carecedores, a fim de seguirem rumo correto, no encalço da própria emancipação


2.18 - AMOR LIVRE

- Relações sexuais envolvem responsabilidade

- Se os parceiros da união sexual possuem deveres a observar entre si, à face de preceitos humanos, volun
tàriamente aceitos, no Plano das chamadas ligações extralegais acham-se igualmente submetidos aos
princípios das Leis Divinas que regem a Natureza

- Ninguém , em são juízo, recomenda escravidão às criaturas claramente abandonadas ou espizinhadas
pelos próprios companheiros ou companheiras a que se entregaram, confiantes, entretanto, não autoriza
ninguém a estabelecer liberdade indiscriminada para as relações sexuais que resultariam ùnicamente em
licença ou devassidão

- Instituído o ajuste afetivo entre duas pessoas, levanta-se, concomitantemente, entre elas, o impositivo do
respeito à fidelidade natural, ante os compromissos abraçados

-Desfeitos os votos articulados em dupla, claro que a ruptura corre à conta daquele ou daquela que a
empreendeu, com o aceite compulsório das conseqüências que advenham de semelhante resolução, por-
quanto o autor ou autora da defecção havida, ante os princípios de causa e efeito, é considerado violador
de almas, assumindo com as vítimas a obrigação de restaurá-las, até o ponto em que as injuriou ou
prejudicou

2.19 – CONTROLE SEXUAL

- A ligação sexual entre dois seres na terra envolve a obrigação de proteger a tranqüilidade e o equilíbrio
de alguém que, no caso, é o parceiro ou a parceira da experiência a “dois”, e. muito comumente, os “dois” se transfiguram em outros mais, na pessoa dos filhos e demais descendentes

- Não se trata, em nossas definições, do chamado “vínculo indissolúvel” criado por Leis humanas, de vez
que encontramos, em toda parte, companheiros e companheiras lesados pelo comportamento de parcei-
ros escolhidos para a vivência sexual

2.20 – HOMOSSEXUALIDADE

-Através de milênios e milênios, o Espírito por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de femini-
lidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou
menos pronunciado, em quase todas as criaturas

- O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentua-
damente feminina, sem especificação psicológica absoluta

- o homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destrui-
ção de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renas-
cimento físico, em corpo morfològicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os
próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo
morfològicamente masculino, com idênticos fins

- E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na
elevação de agrupamentos humanos e, consequentemente, na elevação de si próprio, rogam dos Instruto-
res da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à
estrutura psicológica pela qual transitòriamente se definem. Escolhem com isso viver temporariamente
ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamento irreversíveis, no mundo afetivo,
de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam


2.21 – ADULTÉRIO E PROSTITUIÇÃO

- Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham
a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, o adultério e a prostituição ainda
permanecem, na terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na
questão dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do pro-
gresso e da vida


2.22 – ABSTINÊNCIA E CELIBATO

- Abstinência , em matéria de sexo e celibato, na vida de relação pressupõe experiências da criatura em
duas faixas essenciais : a daqueles Espíritos que escolhem semelhantes posições voluntàriamente para
burilamento ou serviço, no curso de determinada reencarnação, e a daqueles outros que se vêem força-
dos a adotá-las, por força de inibições diversas

- Indubitàvelmente, os que consigam abster-se da comunhão afetiva, embora possuindo em ordem todos
os recursos instrumentais para se aterem ao conforto de uma existência a dois, com o fim de se fazerem
mais úteis ao próximo, decerto que traçam a si mesmos escaladas mais rápidas aos cimos do aperfeiçoa-
mento

- Agindo assim, por amor, doando o corpo a serviço dos semelhantes, e, por esse modo, amparando os ir-
mãos da Humanidade, através de variadas maneiras, convertem a existência, sem ligações sexuais, em
caminho de acesso à sublimação, ambientando-se em climas diferentes de criatividade, porquanto a
energia sexual neles não estancou o próprio fluxo. Essa energia simplesmente se canaliza para outros
objetivos, os de natureza espiritual

- E, em concomitância com os que elegem conscientemente esse tipo de experiência, impondo-se duros
regimes de vivência pessoal, encontramos aqueles outros, os que já renascem no corpo físico induzidos
ou obrigados à abstinência sexual, atendendo a inibições irreversíveis ou a processos de inversão pelos
quais sanam erros do pretérito ou se recolhem a pesadas disciplinas que lhes facilitem a desincumbência
de compromissos determinados, em assuntos do Espírito

- Abstinência ou celibato, seja por decisão súbita do homem ou da mulher, interessados em educação dos
próprios impulsos, no curso da reencarnação, ou seja por deliberação assumida, antes do renascimento
na esfera fisica, em obediência a fins específicos, não contam indiferença e nem anestesia do sentimento

- Celibato e abstinência, em qualquer forma de expressão, constituem tentames louváveis do ser, experiên
cia de caráter transitório

2.23 – CARGA ERÓTICA

- Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiên
cias sexuais, vividas nos reinos inferiores da natureza

- A principio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a
ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e
equilíbrio, em matéria de amor. No entanto, ainda aí, é impelido naturalmente a carregar o fardo dos estí
mulos sexuais, muita vês destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e
sublimação

- Depreende-se disso que toda criatura na terra transporta em si mesma determinada taxa de carga erótica,
de que, em verdade, não se libertará ùnicamente ao preço de palavras r votos brilhantes, mas à custa de
experiência e trabalho, de vez que instintos e paixões são energias e estados inerentes à alma de cada
um, que as leis da criação não destroem e sim auxiliam cada pessoa a transformar e elevar, no rumo da
perfeição

- Do erotismo, como fator de magnetismo sexual, não partilham tão-sòmente as inteligências que já se
Evangelizaram e aqueles irmãos da humanidade provisòriamente internados nas celas da idiotia, por
força de lides expiatórias abraçadas ou requisitadas por eles próprios, antes do berço terreno

- Os Espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado Divino, por enquanto
inabordáveis a nós outros. E os companheiros temporàriamente bloqueados por cérebros deficientes e
obtusos atravessam períodos mais ou menos longos de silêncio emocional, destinados a reparações e
reajustes, quase sempre solicitados por eles mesmos

- Toda criatura humana, sempre nascida ou renascida sob o patrocínio do sexo, carreia consigo determina
da carga de impulsos eróticos, que a própria criatura aprende, gradativamente, a orientar para o bem e a
valorizar para a vida

- Diante do sexo nos achamos perante a fonte viva das energias em que a sabedoria do Universo situou o
laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tare-
faz que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfei-
çoamento entre os homens

- Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio
das possibilidades criativas, no corpo e na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de
anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo, e é claramente, nas lavras da experiência,
errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós – os filhos
de Deus em evolução na terra – conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a
erguer-nos em definitivo para a conquista da felicidade celeste e do amor Universal


2.24 – SEXO E RELIGIÃO

- Não se extingue os estímulos genésicos em alguém, tão-só porque esse alguém se consagre ao Serviço
Divina da Fé, quando esses mesmos estímulos são ingredientes da vida e da evolução, criados pela
mesma providência Divina para a sustentação e a elevação de todos os seres

- Espíritos Superiores e já erguidos a notáveis campos de elevação, ùnicamente por amor e sacrifício,
tomam assento nas organizações religiosas da Terra, volvendo à reencarnação em atividades socorris-
tas, nas quais impulsionam o progresso dos seus irmãos, não ocorrendo em análogas circunstâncias
entre aqueles outros que renascem sob regime disciplinar, requisitados por eles contra eles mesmos, de
vez que grande número desses obreiros das idéias religiosas, reencarnados em condições de prova,
demonstram dificuldades e inibições múltiplas, no corpo e na mente, quando não sofrem exagerada
tendência aos desvarios sexuais, tendência essa que habitualmente os mantém recolhidos ao medo de
qualquer expansão afetiva



3-LIVRO “UNIDOS PELO AMOR” (ERMANCE DUFAUX /
WANDERLEY SOARES DE OLIVEIRA)


CAP 14 – EROTISMO E RESPONSABILIDADE

- A tese moralista conduziu-nos a pensar as necessidades sexuais sob o prisma da responsabilidade e
da educação

-Nossas lutas na questão da sexualidade obedecem, antes de tudo, à necessidade de reorientação da
afetividade mais do que contenção de impulsos. Aprender a desenvolver sentimentos nobres será o cami-
nho amplo para melhor utilização das forças genésicas

- Severo risco assola muitos corações sinceros que adotaram o Espiritismo como roteiro de vida : a nega-
ção das necessidades sexuais e por não saberem lidar com o patrimônio sublime da energia sexual que
estua ininterrupta e abundantememte, adotam o mecanismo defensivo de recusa em tratar suas lutas nessa
área

- Alguns idealistas, tomados de um certo “desespero de melhoria”, são extremamente rigorosos consigo
adotando costumes monásticos. Muitos, partindo para o outro extremo da insensatez, aderem-se aos
modismos em voga e rendem-se ao Dédalo de desequilíbrio, afastando-se totalmente de qualquer esforço
educativo. Os primeiros caminham para uma alienação , os segundos para uma omissão

-Tem havido muita confusão entre libertação espiritual e negação de impulsos

- Abstinência nem sempre é solução e pode apenas ser uma medida disciplinar sem que, necessariamente,
signifique um ato educativo

- Negar sentimentos e desejos não significa evolução assegurada ou conquista definitiva

- Só os valores morais enobrecedores, quais sejam o respeito, a bondade e o amor poderão nos inclinar a
visão Espiritual da sexualidade para patamares de grandezas

-Raramente renasce no corpo físico algum coração dispensado da troca de sensações eróticas

- A natureza, em milênios de edificação, consolidou a carga erótica como divino patrimônio da criação para assegurar a perpetuidade da espécie e ensejar-nos a bênção da co-criação, além disso, pela troca de
Estímulos e sensações revitaliza-se o tônus energético

- O sexo responsável, eis o grande desafio ético que nos espera



- Medidas saudáveis para um programa reeducativo inicial das forças genésicas :

(1) Comprometimento íntimo com a mudança
(2) Paciência na obtenção de resultados na reeducação das necessidades afetivo-sexuais
(3) Buscar ajuda ;
- Apoio profissional, doutrinário, de amizade ou comjugal
(4) A confissão reconfortante, a conversa esclarecedora e o desabafo constituem cortes
elementares
nos circuitos mentais neuróticos e viciados e nas obsessões primárias
(5)Esclarecimento
- Através do conhecimento, incluindo o do próprio corpo, sua fisiologia, suas sensações e reações
(6) Auto disciplina
- Vigiar a palavra que excita e cria conúbios com forças invisíveis
- Selecionar as imagens mentais degradantes, de devassidão que estimulam fantasias e uma
psicosfera lasciva e sensual

(7) Oração
- Elabora teu programa de vigilância pela oração e pela disciplina dos impulsos, mas não situe a
tua melhora somente em medidas de contenção


4- LIVRO “DESPEDINDO-SE DA TERRA” (LÚCIUS /
ANDRÉ LUIZ RUIZ)

1- Pag 120 a 122

- A sexualidade é uma das mais belas e potentes fontes de energia realizadoras de que o ser huma-
no se vê dotado

- A força e o poder criador se radicam na estrutura do psiquismo de cada ser, no qual as relações
energéticas traçam as linhas da afetividade e que , por comandos diretos, estimulam os demais
centros biológicos na produção das células responsáveis pelo processo da procriação. As ações
de tais órgãos e centros são extremamente mais mecânicas do que se supõe e por isso, não é na
região genésica que se erradicam as fontes do potencia criador

-Tal estrutura está vinculada a mente e ao sentimento das pessoas de tal maneira que, quando a
vida, nos seus processos de reparação ou resgate impõe ao indivíduo a solidão como forma de
experiência refazedora, a sexualidade e as forças que a representam podem ser transferidas da
ação plasmadora de ideais, fecundada nas inspirações superiores da alma, a serviço da transfor-
mação do mundo e do reequilíbrio de si mesmo

- Assim, quando alguém se veja na condição compulsória de isolamento afetivo, atendendo aos
imperativos da jornada evolutiva, isso não impede que se transforme em uma geradora ou um
gerador de filhos, que não se representarão por seres corporais, mas, sim, por construções
idealistas na área da arte, do saber, da ciência, do devotamento ao próximo, deixando fecunda-
dos não com o sêmen biológico, mas, sim, com a semente Espiritual os caminhos por onde
passou, pelo exemplo de dedicação e renúncia

- As pessoas que se vêem compelidas a uma vida de solidão e isolamento no afeto poderão usar
tais forças disponíveis para canalizá-las na realização de obras do bem nos diversos setores da
vida, respeitando em seus semelhantes os compromissos afetivos já firmados, ao invés de criarem
armadilhas para que eles se vejam enredados por sensações, interesses ou condutas que poderão com-
plicar a vida de ambos, que é o que costuma acontecer

- Sem se conformarem com a condição solitária que a vida lhes assinalou com a sua concordância-
esta que correspondem, na verdade, à solicitação pessoal, antes do renascimento físico-
muitas pessoas a se martirizar nos processos de busca desesperada por uma companhia, insatisfeitas com
a lição solicitada que propiciaria um amadurecimento maior da questão da responsabilidade afetiva

- A causa da solidão em uma vida se erradica na irresponsabilidade afetiva vivenciada em outras
existências. De tanto viciar o centro do afeto com aventuras superficiais do sentido ou da sexualidade
depravada através de comportamentos que a aviltaram, homens e mulheres solicitam, em uma nova vida
física, uma jornada desértica na afetividade, durante a qual, sentindo a falta de uma companhia, rediricio-
nam o impulso primitivo para a esfera mais elevada dos sentimentos, reprogramando seu psiquismo para
que a leviandade outrora experimentada não faça mais parte de suas opções naturais

- Mas, ao invés de se conduzirem por tal trajeto, com a opção de modificarem o mundo íntimo e o mundo
ao seu redor com gestos de devotamento oferecidos a causas nobres, boa parte dos assim considerados
exilados do afeto se perdem novamente, relembrando os antigos processos de sedução, saindo à cata de
experiências envolventes e estimulantes, com as quais vão revivendo os antigos vícios, procurando com-
panhias exatamente em lugares em que não encontrarão, senão, aproveitadores de suas carências, prontos
a abusarem de se seus sentimentos famintos e, logo depois, descartá-los no vazio de um prazer físico que
acaba rapidamente e frustra aqueles que esperavam alguma coisa a mais do que isso


PAG 204 A 206

- O prazer, em todas as áreas da vida, estimula, satisfaz e, nas áreas mais frágeis da personalidade, abre
espaços a excessos que causam dependências e tolerâncias, como uma droga qualquer

- Quando o ser humano entende a sua condição de Espírito que deve comandar a matéria, ele consegue
dominar os impulsos que se apresentem e que poderiam, pelo abuso, tornarem-se nocivos

- No aspecto da sexualidade, os mesmos mecanismos da viciação e da tolerância são encontráveis, a
fazerem com que a criatura de vontade mais frágil nessa área se permita procurar a satisfação constante e
desmedida dessa inclinação, ao mesmo tempo em que a repetição do ato vai roubando ao seu agente, cada
vez que o pratica, parte da carga emocional, parecendo que a satisfação antiga já não é a mesma ação

- Isso leva, então, pessoas que começam a se tornar dependentes psicológicas da satisfação sexual a buscarem inovações em suas práticas, apimentando as relações para retornarem ao antigo potencial de
satisfação. Por um tempo, se sentem completados pelas novas aventuras, mas, novamente, o mecanismo
da tolerância se apresenta, tornando rotineira e sem graça aquela novidade, a pedir uma nova carga de
transformações, na tentativa de manter o mesmo nível do prazer

- Daí, alguns resolvem romper os laços familiares com o afastamento dos seres queridos, alegando necessi
dade de maior liberdade para viver uma vida sem a observação mais direta ou, então, optam por uma vida
dupla, buscando manter duas ou mais máscaras para os diversos momentos de suas experiências pessoais


PAG 231 A 233

- O sexo não se localiza nos órgãos genitais. Na estrutura íntima de cada ser, ele acontece na dimensão da
mente, estabelecendo-se, então, os seus contornos de força magnética permutada, alimento compartilhado
nos atos da afetividade que, de qualquer forma, independem das constituições morfológicas para que possam ser exteriorizadas

- A afetividade é o laço que une os espíritos e que pode ser expressada através dos encontros íntimos, nos
quais os órgãos físicos dão a oportunidade do compartilhar gametas, sensações, estímulos, sonhos, praze-
res, realizando a parte que lhes cabe na manifestação da sexualidade biológica, ajudando na perpetua-
cão da espécie, além de facultar a aproximação de criaturas, nos processos do conhecimento íntimo e da
criação de vínculos

- Durante tais atos, se entre ambos existe afinidade de emoções, ocorre intensa troca de energias fecundan
tes e estimulantes, no nível vibratório de seus espíritos, saciando-os naqueles desejos de reconhecimento,
de segurança afetiva, de calma interior, de serenidade na autoestima

- nas relações de convivência sexual promíscua e sem vínculos no afeto, quando ainda existe algum princípio moral dentro daqueles que se permitem tais comportamentos, depois que passa a exaltação dos
sentidos de um tipo de aventura carnal insana como essa, costuma eclodir em suas consciências uma
sensação amarga, uma vergonha do que fizeram, uma repulsa por si mesmos,

- No entanto, em nenhum desses casos, os Espíritos encarnados que se permitem práticas promíscuas,
que se dediquem à troca de casais, a multiplicidade de parceiros, às aventuras extraconjugais, à homo
ssexualidade, à bissexualidade, conseguem isolar-se dos processos angustiosos de uma afetividade não
correspondida

-Em todos os casos, o motivador dessas buscas costuma ser, no fundo, o estado de carência ou insatisfa-
ção das criaturas, ansiosas por construírem relacionamentos estáveis ao lado daquelas pessoas com quem
compartilhem o prazer físico, ponto comum que poderá, quem sabe, transformar-se em início de afiniza-
cão ou em um relacionamento que valha a pena ser vivido

- Os problemas afetivos do presente correspondem a compromissos enraizados nas práticas de outras vidas, repercutindo, hoje, em mecanismos de frustrações, de transtornos mentais ou emocionais, em
dificuldades de relacionamento

- A afetividade mal experimentada em nossas antigas jornadas, corresponde a um processo de adulteração de nossos centros de energia correspondentes, impondo-se, então, para muitos que o viveram de maneira desregrada, cerceamentos temporários para que se reequilibrem, preparando-os para as futuras aquisições no terreno do Amor Verdadeiro, o qual tem, nas trocas sexuais, um dos instrumentos de sua exteriorização

- Tratam-se, então, de processo de educação ou reprogramação das inclinações do Espírito faltoso de
outras épocas que, como num processo de isolamento temporário, precisa fortalecer-se nas bases de uma
afetividade sadia, para que, mais tarde, possa construir o sólido edifício de suas novas aquisições na área
da emoção

- Assim, a solidão, nestes casos, funciona como um período de observação a manter a pessoa em uma
espécie de quarentena, que tanto serve para protegê-la de si mesmo quanto para proteger os outros de sua
presença provocante ou ameaçadora

- Entretanto, toda conduta de alguém que, com a desculpa de não tolerar o isolamento, de não ser capaz
de vencer a solidão, de precisar dar vazão às necessidades da carne, o leve a usar seu semelhante como
mercadoria, como oportunidade de desafogo, como objeto de prazer para, logo a seguir, descartá-lo à
margem da estrada, corresponderá a uma responsabilidade assumida perante aquele que foi usado, física
ou emocionalmente, que foi tratado como um simples instrumento de prazer físico

- O instinto sexual não é apenas agente de reprodução entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o
reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso

- Entre os Espíritos santificados e as almas primitivas, milhões de criaturas conscientes, viajando da rude
animalidade para a humanidade enobrecida, em muitas ocasiões se arrojam a experiências menos dignas,
privando a companheira ou o companheiro do alimento psíquico a que nos reportamos, interrompendo a
comunhão sexual que lhes alentava a euforia e, se as forças sexuais não se encontram suficientemente
controladas m valores morais nas vítimas, surgem frequentemente, longos processos de desespero ou de
delinqüência

- As cargas magnéticas do instinto, acumuladas e desbordantes na personalidade, à falta de socorro íntimo
para que se canalizem na direção do bem, obliteram as faculdades, ainda vacilantes, do discernimento e, à
maneira do esfaimado, alheio ao bom senso, a criatura lesada em seu equilíbrio sexual costuma entregar-
se à rebelião e à loucura em síndromes Espirituais de ciúme ou despeito

- Compreendemos que o sexo reside na mente, a expressar-se no corpo espiritual e, consequentemente, no
no corpo físico

- De um simples e clandestino encontro em um quarto afastado, os liames fluídicos ali entrelaçados produ
zirão, dependendo da sinceridade dos sentimentos envolvidos, frutos doces ou dolorosos espinhos que
educarão os aventureiros para que se melhorem, seja pela vivência amorosa verdadeira ou pela dor da
consciência culpada



5 – LIVRO “NO MUNDO MAIOR (ANDRÉ LUIZ / CHICO XAVIER)-

CAP 11 – SEXO

- No exame das causas da loucura, entre individualidades, sejam encarnadas, sejam ausentes da carne, a
ignorância quanto à conduta sexual é dos fatores mais decisivos

-A loucura , em que se debatem, não procede de simples modificações do cérebro : dimana da desassocia-
ção dos centros perispiríticos, o que exige longos períodos de reparação

- A sede do sexo não se acha no corpo grosseiro, mas na alma, em sua sublime organização

- Não podemos esquecer que nenhuma exteriorização do instinto sexual na terra, qualquer que seja a sua
forma de expressão, será destruída, senão transmudada no estado de sublimação

- Estimulada pela força criadora do sexo, a coletividade humana avança, vagarosamente embora, para o
supremo alvo do Divino Amor.

- O instinto sexual, para coroar-se com as glórias de êxtase, há que dobrar-se aos imperativos da responsabilidade, às exigências da disciplina, aos ditames da renúncia, entretanto, estas conclusões não
devem induzir a programas de santificação compulsória no mundo carnal

- Devidos à incompreensão sexual, incontáveis crimes campeiam na terra, determinando estranhos e peri-
gosos processos de loucura, em toda parte.O ciúme, a insatisfação, o desentendimento, a incontinência e a
leviandade alastram terríveis fenômenos de desequilíbrio

- Não solucionaremos tão complexo problema do mundo simplesmente à força de intervenção médica,
embora seja admirável a contribuição de ciência no terreno dos efeitos, sem atingir, contudo, a intimidade
das causas. A personalidade não é obra da usina interna das glândulas, mas produto da química mental

- A endocrinologia poderá fazer muito com uma injeção de hormônios, à guisa de pronto-socorro às cole-
tividades celulares, mas não sanará lesões do pensamento. A medicina inventará mil modos de auxiliar o
corpo atingido em seu equilíbrio interno. Entretanto, compete a nós outros praticar a medicina da alma,
que ampare o espírito enleado nas sombras

-Desenvolvamos, pois, carinhosa assistência aos que desesperam no Mundo, sentindo-se na transitória
condição de deserdados. Ensinemo-los a libertar a mente das malhas do instinto, abrindo-lhes caminho
aos ideais do amor santificante, recordando-lhes que fixar o pensamento no sexo torturado, com desprezo
dos demais departamentos da realização espiritual, através do cosmo orgânico, é estacionar, inùtilmente,
no trilho evolutivo; é entregar-se, inerme, à influência de perigosos monstros da imaginação, quais o
despeito e a inveja, o desespero e a amargura, que abrem ruinosas chagas na alma e que cominam ao
exclusivismo, pena que pode avultar até à loucura e à inconsciência

- O cativeiro nos tormentos do sexo não é problema que possa ser solucionado por literatos ou médicos a
agir no campo exterior e sim um questão da alma, que demando processo individual de cura, e sobre esta
só o Espírito resolverá no tribunal da própria consciência. É inegável que todo auxílio externo é valioso e
respeitável, mas cumpre-nos reconhecer que os escravos das perturbações do campo sensorial só por si
mesmos serão liberados, isto é pela dilatação do entendimento, pela compreensão dos sofrimentos alheios
e das dificuldades próprias, pela aplicação , enfim, do “Amai-vos uns aos outros”, assim na doutrinação, como no imo da alma, com as melhores energias do cérebro e com os melhores sentimentos do coração

- Mais da metade dos milhões de Espíritos encarnados na Crosta Terrestre, de mente fixa na região dos
Movimentos Instintivos, concentram suas faculdades no sexo, do qual se derivam naturalmente os mais
vastos e freqüentes distúrbios nervosos, os quais ainda não sabem criar sensações e vida senão mobilizan
do os recursos da força sexual


6 - LIVRO “REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO” ( ERMANCE
DUFAUX / WANDERLEI SOARES DE OLIVEIRA)

- Pag 55 a 60 – SEXUALIDADE E HIPNOSE COLETIVA

- A maioria das criaturas rendem-se às propostas humanas de prazer como sendo a alternativa que mais
fácil e rapidamente permitem-lhes obter alguma gratificação, ainda que passageira

- Forma-se assim, através do mecanismo mental da reflexão automática, um processo coletivo de hipnose sob o jugo da ilusão e da mentira consentidas, escravizando bilhões de almas no atoleiro dos vícios comportamentais de variados matizes.

- Reflexão automática é o hábito de consumir pensamentos estabelecendo uma rotina mental sem utiliza-
ção da “consciência crítica”, um processo que funciona por estimulação condicionada sem a participação
ativa da vontade e da inteligência, interligando todas as mentes em todas as esferas da vida

- Fenômenos telepáticos e mediúnicos formam a radiografia básica desse”ecossistema psíquico”. Patologias mentais e orgânicas, obsessões e auto-obsessões surgem nesse cenário compondo a psicosfera
de bairros e cidades, estados e países, continentes e mundos

- A mentira avassalou esse campo sagrado das conquistas humanas com lastimável epidemia de imitação decorrente da massificação. A palavra mentira vem do latim e , entre seus vários significados, extraímos
esse: inventar, imaginar. Sob expressiva influência da mídia eletrônica, o sexo em desalinho moral obteve
requintes de inferioridade e desvalor através de truanescas invencionices do relaxamento moral. Depois
da televisão, a grande rede mundial, a internet, propiciou ainda mais estímulos para a “devassidão a
domicílio”, preenchendo o vazio dos solitários de imagens degradantes de perversidade pela pornografia sem lindes éticos
- Nesse clima social, os delitos do afeto e do sexo continuam fazendo vítimas e gerando dor.
Telepatias deprimentes e conúbios mediúnicos exploradores formam o ambiente astral de várias locali-
ess, expelindo energias entorpecedoras e hipnóticas, abalando o raciocínio e instigando os instintos anima
lescos aos quais, a maioria de nós, ainda nos encontramos jungidos

- O desafio ético de usar o sexo com responsabilidade continua sendo superado por poucos que se dispõe
ao sacrifício de vencer a si mesmo, dentro de uma profundidade nos terrenos da alma

- A força sexual é comparável a uma represa gigantesca que, para ter seu potencial utilizado para o progre
sso, carece de uma usina controladora, a fim de drenar a água em proporções adequadas, evitando inunda
coes e desastres de toda espécie nos domínios do seu curso. Se a energia criadora não for disciplinada
pelas comportas da contenção, da fidelidade e do amor fraternal, dificilmente tal força da alma será dirigi
da para fins de crescimento e libertação

- Nesses dias tormentosos, o sexo ganha o apoio da mídia na criação de ilusões de espectros sombrios sob a análise ética comportamental.
A mentira do “amor sexual” condicionado à felicidade é uma hipnose coletiva na humanidade, gerando
um lamentável desvio da saúde e alimentando as miragens da posse nas relações, fazendo com que os relacionamentos, carentes de segurança e da fonte viva da alegria, possam se chafurdar em provas dolorosas no campo do ciúme e da inveja, da dependência e do desrespeito, da infidelidade e da crueldade- algumas
das vielas de fuga pelas quais percorrem os encontros e desencontros entre casais e famílias
- A defesa da vida interior requer mais que contenção de impulsos. Muito além disso, faz-se urgente aprender o exercício do bem, gerando novos reflexos através da consolidação de interesses elevados no reino do espírito - Decerto, a disciplina dos instintos será necessária, mas somente o desenvolvimento de valores morais
sólidos promover-nos-á a outros estágios de crescimento nas questões da sexualidade
- Além dos estímulos pujantes dos traços anatômicos, o corpo é dotado de “elementos magnéticos irradiadores” com intensa força de impulsão. Quando acrescido da simples intenção de atrair e chamar a atenção para si, essa impulsão assemelha-se a filamentos sutis, similares a tentáculos aprisionantes expelidos pela
criatura na direção daquele ou daqueles a quem deseja causar admiração, tornando-se uma “passarela de atrações” que lhe custará um ônus para a saúde e o equilíbrio emocional
- Sabemos , à luz da visão imortalista, que além do corpo carnal, a ele encontra-se integrado o ser espiritual, repleto de valores e vivências que transcendem os limites sensoriais da matéria. Aprender a identificar-nos com essa “essencialidade” é o caminho para a reeducação das tendências eróticas
- Aprender a captar a “essencialidade do outro é perceber-lhe os eflúvios da alma, seus medos, suas dores, seus valores, suas vibrações e necessidades. É ir além do perceptível e “encontrar o mundo subjetivo” do
próximo sentindo-lhe integralmente. O resultado será a sublimação de nossos sentimentos pela lei de correspondência vibracional, atraindo forças que vão conspirar a favor de nossos objetivos de ascensão - Assim como preparamos o corpo para o despertamento, igualmente devemos nos lançar ao preparo Espiritual para retomar as refregas do dia. A essa atitude chamamos de “interrupção do fluxo condicionado” da vida mental. É adentrar na “teia de correntes etéreas”, para não se contaminar ou ser sugestionado pela
força atrativa desse mar de vibração pestilenciais de ambientes coletivos

7 – LIVRO EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS ( ANDRÉ LUIZ / CHICO XAVIER E WALDO VIEIRA )

7.1 – ORIGEM DO INSTINTO SEXUAL (Pag 141 )
- A sede real do sexo não se acha no veículo físico, mas sim na entidade Espiritual
- O sexo é metal em seus impulsos e manifestações

 7.2 – EVOLUÇÃO DO AMOR ( Pag 142 e 143 )
- A medida que se nos dilata o afastamento da animalidade quase absoluta, o amor assume dimensões mais elevadas, tanto para os que se verticalizam na inteligência.
- Nos primeiros, cujos sentimentos se alteiam para as esferas Superiores, o amor se ilumina e purifica.
- Nos segundos, o amor se requinta, transubstanciando-se o instinto sexual em constante exigência de satisfação imoderada do “Eu”.
- de conformidade com a psicanálise, que vê na atividade sexual a procura incessante de prazer, uns, na própria sublimação, demandam o prazer da criação, identificando-se com a origem Divina do Universo, enquanto que outros se fixam no encalço do prazer desenfreado e egoísta da auto-adoração.
 - Os primeiros aprendem a amar com Deus, enquanto os segundos aspiram a ser amados a qualquer preço.
- A energia natural de sexo gera cargas magnéticas em todos os seres, pela função criadora de que se reveste, cargas que se caracterizam com potenciais nítidos de atração no sistema psíquico de cada um e que, em se acumulando, invadem todos os campos sensíveis da alma, como que a lhe obliterar os mecanismos outros de ação, qual se estivéssemos diante de usina reclamando controle adequado.
- A descarga de semelhante energia se efetua, indiscriminadamente, através de contatos, quase sempre desregrado e infelizes, que lhes carreiam,em consequência, a exaustão e o sofrimento como processo educativo.


7.3 – ALIMENTO ESPIRITUAL ( Pag 144 e 145 )
- Até que o espírito consiga purificar as próprias impressões, em que habitualmente se desregra no narcisismo obcecante, valendo-se de outros seres para satisfazer a volúpia de hipertrofiar-se psíquica
mente no prazer de si mesmo, numerosas reencarnações instrutivas e reparadoras se lhe debitam no livro da vida, porque não cogita exclusivamente do próprio prazer sem lesar os outros, e toda vez que lesa alguém abre nova conta resgatável em tempo certo.
- O instinto sexual é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mùtuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso.
- Os Espíritos santificados,em cuja natureza superevolvida o instinto sexual se diviniza, estão relativamente unidos aos Espíritos Glorificados, recolhendo de semelhantes entidades as cargas magnéticas sublimadas, por eles próprios liberadas no êxtase Espiritual. De outro lado, as almas primitivas comumente lhe gastam as força em excessos que lhes impõem duras lições.
- Entre os espíritos santificados e as almas primitivas, milhões de criaturas conscientes, viajando da rude animalidade para a humanidade enobrecida, em muitas ocasiões se arrojam a experiências menos dignas, privando a companheira ou o companheiro do alimento psíquico a que nos reportamos, interrompendo a comunhão sexual que lhes alentava a euforia, e, se as forças sexuais não se encontram suficientemente
controladas por valores morais nas vítimas, surgem, frequentemente, longos processos de desespero ou de delinquência.


7.4 – ENFERMIDADES DO INSTINTO SEXUAL
- As cargas magnéticas do instinto, acumuladas e desbordantes na personalidade, à falta de sólido socorro Íntimo para que se canalizem na direção do bem, obliteram as faculdades, ainda vacilantes, do discernimento e, a criatura lesada em seu equilíbrio sexual costuma entregar-se à rebelião e à loucura em síndromes espirituais de ciúme ou despeito
- À face das torturas genésicas a que se vê relegada, gera aflitivas contas cármicas, daí nascem as psiconeuroses, os colapsos nervosos decorrentes do trauma nas sinergias do corpo espiritual (perispírito) , as fobias numerosas, a “histeria de conversão”, a “histeria de angústia”, os “desvios da libido”, a neurose obsessiva, as psicoses e as fixações mentais diversas.
- Desse modo, por semelhantes ruturas dos sistemas psicossomáticos, harmonizados em permutas de cargas magnéticas afins, no terreno da sexualidade física ou exclusivamente psíquica, é que múltiplos sofrimentos são contraídos por nós todos, no decurso dos séculos, porquanto, se forjarmos inquietações e problemas nos outros, com o instinto sexual, é justo venhamos a solucioná-los em ocasião adequada,recebendo por filhos e associados de destino, entre as fronteiras domésticas, todos aqueles que constituímos credores do nosso amor e da nossa renúncia, atravessando, muitas vezes, padecimentos inomináveis para assegurar-lhes o refazimento preciso - Compreendamos, pois, que o sexo reside na mente, a expressar-se no corpo espiritual, e consequentemente no corpo físico, por santuário criativo de nosso amor perante a vida e, em razão disso, ninguém escarnecerá dele, desarmonizando-lhe as forças, sem escarnecer e desarmonizar a si mesmo
 
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

PROGRAMA - COMEÇAR É PRECISO - ESPIRITISMO - REENCARNAÇÃO


PODCAST SINTONIA


 Acesse os videos aqui o Podcast Sintonia


 Programas Gravados com a colaboração do Estúdio do Sr. Júlio Feliz.

1ª TEMPORADA

• Episódio 1 - Começar é Preciso

• Episódio 2 - Falando sobre Allan Kardec I

• Episódio 3 - Falando sobre Allan Kardec II

• Episódio 4 - Falando sobre Allan Kardec III

• Episódio 5 - O que caracteriza o Espírita

• Episódio 6 - O que se faz numa Casa Espírita?

• Episódio 7 - Medo da Morte I

• Episódio 8 - Medo da Morte II

• Episódio 9 - Reflexões Sobre Reencarnação


2ª TEMPORADA

Especial - Entrevista com Dr. Andrei Moreira por Ocasião do 3º Humanizar de Campo Grande

• Episódio 1 - Mediunidade

• Episódio 2 -Transcomunicação Instrumental I

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mãos





Harpas de amor tangendo de mansinho
A música das bem ditosa e bela,
As mãos guardam a luz que te revela
A mensagem de paz e de carinho.

Não te digas inútil ou sozinho...
Na existência mais triste ou mais singela,
Nas mãos todo um tesouro se encastela,
Derramando0se em bênçãos no caminho.

Ara, semeia, tece, afaga e ajuda...
Mãos no trabalho são a prece muda
De nosso coração, vencendo espaços...

E, aprendendo com Cristo, ante o futuro,
Tuas mãos, como servas do amor puro,
São estrelas fulgindo nos teus braços.

Auta de Souza
por Francisco Cândido Xavier
Soneto recebido em julho/agosto de 1982

sexta-feira, 31 de maio de 2013


A morte nao é nada



A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.


Santo Agostinho

ALMOÇO BENEFICENTE

A  CRUZADA  DOS  MILITARES  ESPÍRITAS – MT/MS
CONVIDA     PARA    ALMOÇO PROMOCIONAL

DIA 2 DE JUNHO - DOMINGO -12:00h  ÀS 13:30h -                                                     -  RUA JABORANDI - 80 - JARDIM AEROPORTO

CARDÁPIO: 

FRANGO   CROCANTE
ARROZ  À GREGA
SALADA  TROPICAL
PURÊ  COM SABORES  VARIADOS
PRATO SURPRESA


INVESTIMENTO: R$ 15,00


ISENTO: CRIANÇA ATÉ 07 ANOS




Obs.: NÃO SERÃO SERVIDOS: MARMITEX  E  MARMITA, FAVOR LEVAR  PRATO E TALHER

NO LOCAL SERÁ VETADO O USO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E TABACO.

Viajando com um sacerdote

 

Sentado no ônibus que o levaria a Belo Horizonte, Chico notou que seu companheiro de banco era um Irmão Sacerdote. Cumprimentou-o e entregou-se à leitura de um bom livro. O Sacerdote, também, correspondeu-lhe o cumprimento, abrira um livro sagrado e ficara a lê-lo. Em meio à viagem, passou o ônibus perto de um lugarejo embandeirado, que comemorava o dia de S. Pedro e S. Paulo. O Sacerdote observou aquilo e, depois, virando-se para o Chico comentou: - Vejo esta festividade em honra de dois grandes Santos, e neste livro, leio a história de S. Paulo, cujo autor lhe dá proeminência sobre S. Pedro. Não se pode concordar com isto. S. Paulo é o Príncipe dos Apóstolos, aquele que recebeu de Jesus as chaves da Igreja. Chico, delicadamente, deu sua opinião, e o fez de forma tão simples, revelando grande cultura, que o Sacerdote, que não sabia com quem dialogava, surpreendeu-se e lhe perguntou: - O senhor é formado em Teologia, ou possui algum curso superior? - Não. Apenas cursei até o quarto ano de instrução primária. - Mas, como sabe tanta coisa da vida dos santos, principalmente de S. Paulo, de S. Estêvão, de S. Pedro, e de outros, realçando-lhes fatos que ignoro?... - Sou médium... - Então, o senhor é o Chico Xavier, de Pedro Leopoldo? - Sim, para o servir. - Então, permita-me que lhe escreva e prometa-me responder minhas cartas, pois tenho muita coisa para lhe perguntar. Faça-me este favor. Afinal, verifico que Deus... nos pertence... - Pode escrever; de bom grado responder-lhe-ei. Assim trabalharemos não apenas para que Deus nos pertença, mas para que pertençamos também a Deus, como nos ensina o nosso benfeitor Emmanuel. E, até hoje, Chico recebe cartas de Irmãos de todas as crenças , particularmente de Sacerdotes bem intencionados, como o irmão com quem viajou e de quem se tornou amigo. E, tanto quanto lhe permite o tempo, lhes responde e nas respostas vai distribuindo o Pão Espiritual a todos os famintos, ovelhas do grande redil, em busca do amoroso e Divino Pastor, que é Jesus.

Turma do Curso Noções Básicas da Doutrina Espírita

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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